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domingo, 13 de abril de 2014

Tempo, tempo, tempo...


Descobrir que Amanda era casada e tinha um filha foi um baque para mim. Fui até a casa onde ela havia me dito que morava e o tal cara confirmou. Achei melhor não procura-la mais e dei um fim naquele maldito portal do tempo. Não queria viajar ao futuro mais e preferia que tudo o que havia sido feito lá, ficasse lá.


As noites em minha vida eram tristes e vazias... Eu sentia falta de alguém, mas meu coração estava magoado demais para imaginar um novo amor.


Alguns anos se passaram... Meu amigo Lee me deu notícias de Meg. Segundo ele, ela estava em seu terceiro casamento e estava com uma filha por nascer. O cara era um francês e Meg já tinha uma penca de filhos. Eu havia me tornado tudo o que eu mais temia: um homem solitário e infeliz.


A minha vida se resumia a viagens, gnomos e jardinagem. Eu havia me tornado um workaholic e não me via parado. Precisava de movimento a todo instante.


E foi em uma das minhas pesquisas científicas que tive uma grande surpresa: um bebê planta, um filho. Sol chegou iluminando a minha vida e fazendo de mim um novo homem. Junto a ele veio uma vontade imensa: a de retornar a Riverview. Lucky Palms havia me trazido boas coisas, mas Riverview me esperava com novas oportunidades e um antigo amor pronto para renascer... Ou nem tanto.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Uma Vida Adulta


- Ufa! Foi só um sonho! – Falei após perceber que não estava preso numa ilha deserta com as meninas! – Salvo pelo despertador! 


Levantei na cama e olhei pra parede. Era inevitável não lembrar das três palhaças com um quadro nosso bem ao lado da minha cama. Provavelmente por eu ter olhado nossas fotos na noite anterior, tenha acabado lembrando delas. 


Ah sim! Esqueci de falar! Logo após sair da universidade, fui para Riverview. O “com a empada” e eu resolvemos fechar nosso negócio de bebidas. Na realidade, eu vendi a casa e ele comprou a minha parte na sociedade. Sim. Eu vendi a casa! Por mais que eu amasse aquele lugar, não estava disposto a morar em Riverview. Até pensei em ir para Monte Vista, mas meus pais nômades já estavam em Lucky Palms e acabei me mudando para cá. Exato! Estou me sentindo um camelo no meio do deserto! ¬¬’


Minhas lembranças foram interrompidas após pisar num brinquedo e esbarrar perto da cômoda. Quem mais seria? Claro! Meu novo “colega de quarto”! Meus pais me obrigaram a carregar Lucky para minha casa após ele destruir quase todos os móveis dele! Resultado: a praga linda veio morar comigo. Fazer o que né?


Tomei banho, café e depois fui para o trabalho no meu carro novo. SIM! NÃO SOU MAIS UM LISO! Ainda sobrou um dinheiro da venda da casa. É claro que o emprego ainda não pagava bem... Afinal, ser limpador de penico não é uma coisa muito bacana! 


De todos os meus problemas, o maior estava em casa. Lucky fazia questão de deixar o quintal todo esburacado. Eu já não aguentava mais encontrar meus sapatos, minhas meias e até minhas cuecas enterrados no quintal. 


Como forma de distração – e para evitar a solidão do coitado -, deixava a televisão ligada o dia todo. Porém, não pensem que minha vida ficou livre dos buracos. Agora eles vinham na conta bancária sempre que eu pagava a conta de luz.


Quando eu chegava em casa, tinha que gastar saliva brigando com meu monstrinho.
- Lucky, se você me fizer jogar outro tapete fora, eu juro que faço outro com o seu couro!

Ele abaixava a cabeça e fazia uma carinha fofa. E então eu não resistia. Afinal, o que era gastar 500 simoleons a cada dois dias? #ironia 


Naquela tarde, após voltar do trabalho, resolvi dar uma passada na mercearia. Até levaria Lucky comigo, mas ele estava proibido de entrar no local depois de destruir a prateleira de morangos. Comprei algumas ervas, grãos e sementes que seria uteis nas minhas pesquisas científicas.


Em seguida, fui até a livraria para comprar alguns livros de receitas. Estava cansado de comer apenas salada de outono e panquecas! 


Foi quando notei que ali ao lado havia uma espécie de biblioteca comunitária. Fui até lá e notei outra grávida! (Viram a outra na foto anterior?) Seria um surto de gravidez em Lucky Palms? Acabei conhecendo uma cientista chamada Vivian, ou era Viviane ou Vanessa. Não me lembro bem. 


Voltei pra casa morrendo de fome e, enquanto eu preparava o jantar, o Lucky me trouxe o jornal. Puxa saco! 


Joguei um pouco de xadrez...


... e li um livro médico que meu chefe havia me recomendado. 


Porém, apesar de a cama de Lucky estar em meu quarto, ele sabia que eu estava chateado com ele. Pulou na minha cama e ficou tão quieto que acabou pegando no sono. Eu estava com raiva sim pela sujeira na casa, mas o fato era que eu o amava.
Mas ainda tenho a sensação que ele vai aprontar bastante nessa vida a dois...